Em 1767, chegava ao Brasil o Regimento de Moura, corporação que veio da Corte Portuguesa com o intuito de combater o oponente espanhol na disputa pela primazia do Prata.
Cerca de 7 anos depois, já em 1774, o Regimento de Infantaria do Moura, tendo a frente como seu Comandante, o Coronel Antônio Carlos Furtado de Mendonça, seguiu para o sul, fazendo parte das tropas do General João Eduardo Von Bohm, a fim de expulsar os Espanhóis do território do Rio Grande de São Pedro, hoje Estado do Rio Grande do Sul, na disputa pela primazia do Prata.
Em 23 de outubro de 1793, por Decreto, passou a denominar-se 3º Regimento de Infantaria do Rio de Janeiro e era composto de dez companhias (esta é considerada a data de criação do atual 62º Batalhão de Infantaria).
Em 28 de abril de 1818, tornou-se o 3º Batalhão de Fuzileiros da Corte, composto de um Estado Maior e seis companhias.
Em 13 de outubro de 1822, passou a chamar-se 4º Batalhão de Caçadores da Corte, composto de um Estado-Maior, um Estado-Menor e seis companhias e, pelo decreto de 1º de outubro de 1824, continuou organizado na Corte com a mesma denominação e organização.
Por força do Decreto de 4 de maio de 1831, passou a chamar-se 4º Batalhão de Caçadores do Rio e em seguida, pela Lei de 25 de agosto de 1832 passou a denominar-se 2º Batalhão de Caçadores do Rio, composto de um Estado-Maior, um Estado-Menor e oito companhias, permanecendo assim até 1851.
Através do Decreto nº 782, de 19 de abril de 1851 passou a denominar-se 10º Batalhão de Caçadores e continuou sediado no Rio de Janeiro.
Em 30 de setembro de 1852, pelo Decreto nº 1.074, passou a denominar-se 9º Batalhão de Caçadores do Rio e foi com essa denominação que participou de diversas campanhas na Guerra da Tríplice Aliança, no período de 1864 à 1870.
Em 12 de agosto de 1870, pelo decreto nº 4.572, mudou para 9º Batalhão de Caçadores de Pernambuco, sendo que em 18 de agosto de 1888, pelo Decreto nº 10.015, manteve a mesma denominação porém foi transferido para a Bahia, com um Estado-Maior e quatro Companhias.
No dia 4 de julho de 1908, por força do Decreto nº 6.971, foi desmembrado, formando com as 1º, 2º e 3º Companhias, o 5º Regimento de Infantaria, sediado em Porto União, SC, e a 4ª Companhia, deu origem à 4ª Companhia isolada, sediada em Natal, RN.
Em 1º de janeiro de 1909, o 5º RI, transferiu-se para Ponta Grossa, PR, de onde, em 1914, lutou na Guerra do Contestado, onde permaneceu até 1916, quando retornou para Ponta Grossa.
Em novembro de 1917, o 5º RI foi transferido para o Estado de Santa Catarina, constituído de três Batalhões, o 13º, o 14º e o 15º Batalhões, sendo que o 13º foi para Joinville, 14º para Itajaí e o 15º para Florianópolis, porém, este sem efetivo.
Em 10 de março de 1918 recebeu oficialmente a denominação de 13º Batalhão de Caçadores, inicialmente instalado na Liga de Sociedades até 1922 quando foi inaugurada sua nova e atual sede sita à Rua Ministro Calógeras, no centro de Joinville, com vultuosos investimentos do Exército Brasileiro bem como com a colaboração espontânea de inúmeros cidadãos joinvillenses, sempre dispostos a cooperar para o engrandecimento e fortalecimento desta Organização Militar.
A perfeita sintonia dos integrantes desta tradicional unidade com a sociedade local, foi consagrada pelo epíteto de “Nosso Batalhão”
A participação com destaque da tropa nos principais eventos históricos que marcaram nosso país como as Revoluções de 1924, 1930 e 1932.
O envio de tropas que compuzeram a Força Expedicionária Brasileira (FEB) por ocasião da 2ª Guerra Mundial.
Na década de 1960 militares do então 13º Batalhão de Caçadores participaram da 1ª Força de Paz da ONU (Organização das Nações Unidas) integrando o Batalhão Suez.
Em 1972 passou a ser denominado 62º Batalhão de Infantaria, Batalhão Francisco de Lima e Silva, em homenagem ao comandante Lima e Silva, morto na Batalha do Avaí, em dezembro de 1868, na Guerra do Paraguai.
Em 1996 o 62º BI foi em missão de paz à Angola, no continente africano, onde integrou o terceiro contingente de Força de Paz da ONU.
No ano 2000 foi elevado à Categoria de Força de Ação Rápida do Comando Militar do Sul recebendo modernos armamentos e equipamentos.
Dentre suas missões figuram a participação na Operação Arcanjo 3, integrando a Força de Pacificação dos Complexos do Alemão e da Penha ambos no Rio de Janeiro.
Além disso o 62º BI também participou da Missão das Nações Unidas para estabilização do Haiti entre 2010 e 2012.
Finalmente, a participação com destaque nas operações militares levadas a cabo no Complexo da Maré, também no Rio de Janeiro bem como na Copa do Mundo de 2014 e nos Jogos Olímpicos de 2016.
Imagens das comemorações do Centenário do “Nosso Batalhão” em Joinville:
Imagens das Comemorações dos 100 anos
Mensagem do Comandante do Exército aos participantes do XX ENOREx – 20/10/2018